Morhan Nacional:

O lançamento da versão 2009 do Caminhão da Saúde foi realizado em 19 de agosto, no auditório da Novartis Brasil, em São Paulo. A abertura do evento foi feita por Alexander Triebnigg, presidente da Novartis Brasil. Durante a sua fala, Triebnigg Lembrou que a Empresa mantém programas de acesso a medicamentos, não só para a hanseníase, como também para o tratamento da tuberculose, e ainda fornece medicamento a preço de custo aos governos de países endêmicos em casos de malária. Além de manter o Instituto Novartis de Vacinas, na Itália, o primeiro sem fins lucrativos. "Com a carreta da saúde, reafirmamos o compromisso social da Novartis com as questões de informação, diagnóstico e tratamento da hanseníase", disse. Artur Custódio, coordenador Nacional do MORHAN explica que o Movimento trabalha em rede de organização multicêntrica. "Existem vários núcleos em todo o país, porém cada um trabalha de acordo com sua realidade, apesar de todos estarem sob o mesmo estatuto. O MORHAN foi o primeiro movimento social a receber o Prêmio da OMS-2008. Aliás, a primeira instituição brasileira a receber este prêmio".   O coordenador também ressaltou que nem o MORHAN nem a Novartis tem a intenção de substituir o poder público, mas sim oferecer um instrumento para auxiliar os municípios a fazerem o que já devem fazer de qualquer maneira. Reinaldo Matos de Carvalho, membro da Executiva Nacional do MORHAN deu um depoimento emocionante, onde cita que até ele mesmo teve preconceito de sua doença. Que a única pessoa que não teve preconceito com relação a ele, na época em que ficou doente, foi sua mãe. Ney Matogrosso, cantor e voluntário do  MORHAN, também presente no evento, lembra que, antes de entrar para o movimento,  achava que essa doença não existia mais. E que o fato de saber que o Brasil tinha tantos casos o deixou bastante perturbado.  Ney comentou ainda que entrou para essa luta, porque tem consciência que como um artista, chama atenção para o problema. "Acredito que a hanseníase pode e deve ser banalizada; deve ser vista como uma doença que tem tratamento e que tem cura. Quero que as pessoas compreendam que não ficarão doentes se tocarem, abraçarem ou beijarem pessoas que foram atingidas pela hanseníase", afirma, reiterando que defende a eliminação da doença por livre e espontânea vontade, sem cobrar nada, porque quer ter a liberdade de se expressar. Quando um funcionário questionou porque que, dos 126 países que tinham a hanseníase como problema de saúde pública, o Brasil está entre os três países que ainda não alcançaram a meta de eliminação, Ney, disse, sem titubear: “Dentro do Ministério da Saúde existe um grupo poderoso que não quer acabar com a doença, porque senão vão perder seus empregos. Para esse grupo, é melhor continuar empurrando com a barriga”. Em seguida, a carreta foi oficialmente lançada e todos puderam entrar e ver suas instalações.  Colaborou: Leda N. Vilarin
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