Morhan Nacional:

O registro de novos casos de hanseníase em Ribeirão Preto (SP) e Rio Branco (AC) diminuiram nas duas últimas décadas. Na cidade paulista, número de casos caiu 95%, atingindo a marca de 0,5 casos para cada 10 mil habitantes. Na capital acreana, foram registrados 543 casos em 2006 e, no ano seguinte, esse número foi reduzido em 50%, chegando a 278 casos. A incidência é de 1,92 para cada 10 mil habitantes. Os dados nacionais apontam que o número de novos casos de hanseníase caiu 23% entre 2003 e 2007. Em 2003 foram notificadas 51.941. Já em 2007, houve 40.126 diagnósticos positivos. Para potencializar as ações contra a hanseníase, o Ministério da Saúde lança a cartilha “Como Ajudar no Controle da Hanseníase”. O material é destinado aos Agentes Comunitários de Saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1985 o mundo tinha 15 milhões de portadores e em 2008 esse número caiu para 200 mil. Causada pelo Mycobacterium leprae, a hanseníase é infectocontagiosa e tem evolução prolongada. A doença ataca pele, olhos e nervos e tem como característica principal o comprometimento dos nervos periféricos – que ligam o sistema nervoso central a diversos órgãos. Em casos graves, de evolução da doença pode acarretar deformidades que provocam transtornos ao paciente como a diminuição da capacidade de trabalho, a limitação da vida social e problemas psicológicos. O tratamento é oferecido gratuitamente em todos os postos de saúde e tem duração de seis ou 12 meses - dependendo do caso. A partir da primeira dose do medicamento, já é possível matar 90% dos bacilos, evitando, dessa maneira, a transmissão.
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