Morhan Nacional:

Transmitida pelo bacilo de Hansen, a hanseníase teve mais de cinco mil casos detectados em 2006, no Estado do Pará, que, ao lado de Mato Grosso, forma uma das áreas mais endêmicas da doença no Brasil. Para minimizar a questão das pessoas com seqüelas e garantir melhor qualidade de vida aos doentes, há alguns movimentos que trabalham na implementação de políticas públicas para essas pessoas.   O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) é um movimento social que luta pelos direitos dos hansenianos. Presente em 24 Estados do Brasil, o Morhan informou que no Brasil surgem 50 mil novos casos da doença a cada ano. "O Brasil é o país que mais tem hanseníase no mundo", disse Cristiano Torres, vice-coordenador nacional do Movimento.   Ele acredita que situações como a falta de coleta de lixo, a má alimentação e migração façam com que a doença se dissemine. "Quando a pessoa tem boa imunidade, não se contamina. É importante melhorar a qualidade de vida".   Torres disse ainda que, através do Morhan, foram conquistados benefícios junto ao governo federal, como a pensão de dois salários-mínimos para indenização das pessoas por isolamento compulsório. "É uma indenização por essas pessoas terem sido tiradas do seu seio familiar e terem sido internadas, por terem sido isoladas", informou. Para ser concedido, o benefício precisa ser analisado na Secretaria de Direitos Humanos, em Brasília, onde há, atualmente, cerca de dez mil processos.   "Na Colônia do Prata, umas três pessoas já recebem, em Marituba também há outras". Cruz disse ainda que é importante que o governo consiga espaço na mídia para informar a população sobre as campanhas educativas, que ajudam a prevenir que uma doença como essa se torne grave. "Se a pessoa tiver manchas na pele, pode procurar o posto de saúde porque, se for constatada a hanseníase, há medicamentos doados e tratamento adequado".   Im
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