Morhan Nacional:

CNS assinará termo de adesão à campanha global “Não Esqueça da Hanseníase”

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) assinará, junto Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas Pela Hanseníase (Morhan), o termo de adesão para atuar junto à campanha global Não Esqueça da Hanseníase, idealizada pelo Embaixador da Boa Vontade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa. O objetivo é fazer um apelo mundial para que a doença não seja esquecida em meio à pandemia de covid-19. O evento de assinatura acontece de forma presencial, às 14h do dia 2 de fevereiro, na sede do CNS, em  Brasília (DF).

Firmam o documento o presidente do CNS, Fernando Pigatto, e o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio. A Miss Brasil Mundo 2021, Carolina Teixeira, embaixadora internacional do enfrentamento à hanseníase, e o diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Marcos de Almeida Camargo, assinam como testemunhas.

A partir da adesão à campanha, a entidade se compromete a: promover a conscientização sobre a hanseníase e combater a discriminação sofrida pelas pessoas afetadas pela doença, contribuindo assim para sua eliminação no Brasil; divulgar a parceria junto às suas/seus colaboradoras(es), fornecedoras(es) e veículos de comunicação das entidades, redes sociais e outras formas de contato com a população, utilizando a logo marca e tema da campanha; organizar conjuntamente eventos e atividades de interesse mútuo; e participar das atividades e eventos realizados pelas entidades, bem como buscar envolver os órgãos do controle social.

A campanha e o agravamento do cenário da hanseníase no país

“Esta campanha é agora mais importante do que nunca: com a sobrecarga e enfraquecimento dos serviços de saúde na pandemia, o diagnóstico de novos casos de hanseníase despencou no Brasil em 2020 e 2021”, alerta o coordenador nacional do movimento e conselheiro nacional de Saúde, Artur Custódio.

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2019, o Brasil registrou 27.864 novos casos da doença, enquanto em 2020 esse número caiu para 17.979 e, em 2021, para 15.155. Custódio explica que essa diminuição do número de casos não pode ser comemorada: “Significa que, por conta da paralisação de políticas públicas de busca ativa de casos e das dificuldades de acesso aos serviços de saúde impostas pela pandemia e pela gestão da pandemia no Brasil, novos casos deixaram de ser registrados e, assim, pessoas que deveriam estar em tratamento ainda não contaram sequer com o diagnóstico”.

Estes casos não notificados nesse período correm risco de desenvolver um quadro de sequelas físicas irreversíveis. O tratamento e diagnóstico oportunos impedem o desenvolvimento de lesões na pele mais graves e o aparecimento ou a piora de incapacidades físicas, e também quebram a cadeia de transmissão, já que os pacientes em tratamento não transmitem a doença. Por isso, mais do que nunca, a conscientização e a mobilização para que os governos e as pessoas não se esqueçam da hanseníase são fundamentais.

Saiba mais

Hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos. Com o tratamento adequado, a partir da medicação e acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades de saúde de todo país, a doença tem cura. A transmissão se dá pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento afetadas pela doença na sua forma multibacilar. A partir do início do tratamento, a doença deixa de ser transmissível. 

São sinais e sintomas da doença: Manchas (esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas) na pele com mudanças na sensibilidade à dor, térmica e tátil; sensação de fisgada e formigamento ao longo do trajeto dos nervos dos membros; perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração; pele seca; inchaço nas mãos e nos pés; inchaço e dor nas articulações; redução da força muscular nos locais em que os nervos foram afetados; dor e espessamento dos nervos periféricos; caroços no corpo; olhos ressecados; feridas, sangramento e ressecamento no nariz; febre e mal-estar geral; feridas nas pernas e nos pés; e, nódulos avermelhados e/ou doloridos espalhados pelo corpo.

Mais informações

  • O quê: Assinatura do termo de adesão à campanha global Não Esqueça da Hanseníase, do Morhan.
  • Quando: 2 de fevereiro, às 14h

Ascom Mohran/CNS

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