Morhan Nacional:

Durante o ano de 2005 Mato Grosso enfrentou e combateu sistematicamente, na busca do controle e da cura, a hanseníase. Nessa batalha o Estado aprimorou seus mecanismos de detecção da doença o que fez com que aumentasse o número de notificações, de 3.378 em 2004 para 3.556 em 2005. Eliane Maria Esperandio, técnica da Secretaria de Estado de Saúde na área de hanseníase, disse que Mato Grosso continua ocupando o primeiro lugar no ranking dos Estados que lutam com o problema da hanseníase, mas que isso se deve às características do combate e controle da doença.       “O Estado está se aproximando rapidamente da meta sugerida pelo Ministério da Saúde, que é de 90% de cura dos casos encontrados: Em 2004 atingiu 86,7% e em 2005 conseguiu 83,% de cura dos 3.556 casos encontrados, significando ainda que existem pacientes sob cuidados por causa de seu tempo de tratamento que varia de 6 a 12 meses. Esse percentual tem sido conseguido por poucos Estados onde a doença ocorre,” ressaltou a técnica.       Em 2004 o coeficiente de detecção estava em 12,5% ao passo que, em 2005, esse percentual foi de 12,7%. “Em 2006, portanto, deveremos começar a obter melhores resultados no enfrentamento da doença. A Secretaria de Estado de Saúde vai intensificar e monitorar os municípios para que priorizem a busca, a identificação e a cura”, incentivou Eliane Esperandio.       Mato Grosso é um dos poucos Estados do país que tem ações de combate e controle da hanseníase sendo desenvolvidas em 100% do seu território, segundo informou Eliane Esperandio. Existem 655 unidades básicas de Saúde espalhadas pelos municípios sendo que 437 dessas unidades desenvolvem ações de controle da hanseníase conseguindo fazer uma cobertura de 67%, o que também é um percentual obtido por poucos Estados do território nacional.       “O programa de combate e controle da hanseníase envolve duas fases distintas: num primeiro momento, há um período de detecção de pessoas infectadas com o bacilo de hansen e que são portadoras da doença, período que vai de dois a três anos quando os coeficiente de detecção, que mostra quantos casos novos surgiram durante o ano, costumam ser elevados. Esse período ocorre ao mesmo tempo em que se realiza a cura dos casos encontrados. Após esse tempo e tendo conseguido identificar e localizar a maioria dos que sofrem a doença, o programa se concentra na cura dos casos identificados e o coeficiente de detecção começa a cair até chegar ao nível mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde, que é menos de um caso para cada 10 mil habitantes”, explicou.       O Ministério da Saúde definiu 15 municípios do Estado como prioritários para ao combate e o controle da hanseníase: Alta Floresta, Barra do Garças, Nova Xavantina, Cáceres, Cuiabá, Várzea Grande, Juara, Juína, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis e a Secretaria de Estado de Saúde adicionou, a essa lista, os municípios de Água Boa e Diamantino.       “Com essas ações Mato Grosso pretende melhorar seus índices. Um dos fatores de identificação da doença é devido ao grande fluxo migratório característico da região Centro-Oeste e Norte do país. São os Estados de grandes frentes de trabalho e que mais crescem no seu desenvolvimento econômico. Diante desse fator o Estado está preparado tecnicamente, operacionalmente e também com pessoal qualificado para o enfrentamento dessa doença”, esclareceu Eliane, explicando ainda que “a hanseníase, por ser uma doença crônica, de período de incubação que leva de 3 a 10 anos para manifestar os primeiros sinais, dificulta a saída de Mato Grosso do ranking. Porém com todas as ações que o Estado adotou e desenvolve a meta é eliminar a doença como problema de saúde pública até o ano de 2010. Após essa data o Estado passará somente a controlar a doença, de
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