Morhan Nacional:

Parceria com o Morhan leva Miss Mundo a atuar no enfrentamento da hanseníase no Pará

BELEZA COM PROPÓSITO

Parceria com o Morhan leva Miss Mundo a atuar no enfrentamento da hanseníase no Pará

 

A indiana Manushi Chhillar, Miss Mundo 2017, está realizando a sua primeira viagem ao Brasil. No Pará, a representante da beleza internacional participou nesta sexta-feira (20) de atividades do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). A parceria busca sensibilizar a população para o enfrentamento da hanseníase e integra o conceito de “Beleza com propósito”, uma das ideias que guia as ações do Concurso Miss Mundo.

 

A comitiva que percorreu a periferia de Belém e o município de Marituba também contou com a Miss Mundo Brasil 2017, Gabrielle Vilela, que representou o país no Miss Mundo do ano passado, realizado na China e Henrique Fontes, presidente da empresa que realiza o Miss Brasil Mundo. Da coordenação nacional do Morhan, Lucimar Batista e Artur Custódio, acompanharam as ações, assim como o coordenador do Morhan Marituba, Edimilson Picanço.

 

Em Belém, Manushi e Gabrielle conversaram com profissionais da unidade de saúde do bairro Tapanã, na periferia da cidade, e distribuíram materiais educativos sobre hanseníase à comunidade. Em Marituba, o grupo visitou o Centro de Referência em Hanseníase Dr. Marcello Cândia, onde se reuniram com outras autoridades sanitárias e entidades associadas ao tema da hanseníase.

 

Leilão em prol do Morhan

A Miss Mundo também participa da cerimônia de coroação da Miss Pará CNB, representante do estado no concurso Miss Mundo deste ano. O vestido ela usará no evento será leiloado com a renda revertida para as ações do Morhan. O público também vai participar da iniciativa solidária, uma vez que o ingresso para a coroação da Miss Pará será uma peça de roupa e o que for arrecadado será doado para os moradores da antiga colônia de Marituba.

 

Beleza com propósito

Na viagem mundial que fazem com o objetivo de promover o "Beleza com Propósito", lema do Miss Mundo, a atual dona da coroa Manushi Chhillar, da Índia, e a comitiva da organização MW (Miss World) vieram ao Brasil para encontro com governantes e para promoção de ações sociais que visam, entre outras coisas, o combate à hanseníase, doença que tem índices muito altos ainda no Brasil.

 

Filha de um cientista e de uma médica, Manushi sonhava ser miss mundo na mesma proporção em que sonhava estudar medicina. Ela considera que os dois títulos são instrumentos para ajudar pessoas e é com esse propósito que ela viaja o mundo emprestando a imagem de princesa a instituições que trabalham com inclusão, educação, saúde e todo tipo de trabalho social. “Quando me tornei miss mundo, de repente percebi que todos estavam olhando para mim e que tudo que eu fazia tinha um impacto”, conta. “No começo me deu medo, porque é muita responsabilidade, mas depois pensei que poderia fazer muito mais.”

 

Nativa de um país com mais de 1,3 bilhão de pessoas, das quais cerca de 36% são analfabetas, que ocupa do 130º lugar no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) numa lista de 180 nações, Manushi sabe que a desigualdade vem acompanhada de pobreza, por isso encara o título como um trabalho capaz de mudar vidas.

 

Com informação do Concurso Miss Mundo e colaboração da jornalista Dina Santos

 

Compartilhe: