Morhan Nacional:

Voluntária do Morhan é homenageada em Piraquara por mais de 30 anos de atuação social

PARANÁ

Voluntária do Morhan é homenageada em Piraquara por mais de 30 anos de atuação social

 

 

Francisca Barros da Silva, a Dide, é agora Cidadã Honorária de Piraquara, município do estado do Paraná. O título lhe foi concedido em uma linda cerimônia na Câmara de Vereadores do município, nesta quinta-feira (12), em reconhecimento aos “relevantes serviços prestados ao município”. Trata-se de uma homenagem aos mais de 30 anos de atuação social de Dide, voluntária do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) desde 1983.

 

“O Morhan foi o movimento que me devolveu a cidadania e a autoestima”, afirma. A honraria foi sancionada pelo prefeito do município, Marcus Tesserolli, e proposta pelo vereador Marcelinho da Saúde, parlamentar que acompanha, há vinte anos, os feitos de Dide no município, no estado e até internacionalmente.

 

No Paraná, além das campanhas de educação e informação sobre hanseníase e os direitos das pessoas atingidas pela doença, o Morhan tem realizado treinamento de agentes comunitários de Saúde, enfermeiros, técnicos e médicos em relação à hanseníase, além da busca ativa de pessoas com a doença, em um trabalho contínuo, o ano todo.

 

"A minha alegria maior é que nunca na história de Piraquara se homenageou uma mulher pobre, com deficiência e indígena! Eles costumam homenagear doutores, delegados, empresários... Hoje me deram essa oportunidade", celebra.

 

Em Piraquara, no Paraná, Dide entrou para a história.

 

 

 

Foto: divulgação/Câmara Municipal de Piraquara

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Confira a nota da prefeitura do município sobre a história de Dide:

 

Nascida em 1955, no estado do Amazonas, Dide tem uma grande participação na área da saúde no município de Piraquara. Trabalhou no Hospital São Roque, integrou associações de bairros, movimentos sociais e colaborou na criação de leis como a que devolveu um salário mínimo para os pacientes de Hansen do estado do Paraná e a Lei que garantiu uma indenização e um salário vitalício de R$ 1.260,000 para todos que foram internados compulsoriamente em todo país.

 

Conseguiu verbas para o tratamento da Hanseníase no município e foi uma das fundadoras do Centro Especializado Dr. Germano Traple, além de intermediar a construção de casas na área do Hospital São Roque e obter recursos para a reforma e instalação do novo Centro de Especialidade Germano Traple.

 

Atuou em ações sociais não só no Brasil, mas também em países como Japão, Estados Unidos, Canadá, Itália, China, Angola, Bolívia e Cuba.

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