Morhan Nacional:

NITERÓI RECEBE CARRETINHA DA SAÚDE

NITERÓI RECEBE CARRETINHA DA SAÚDE

 O que é hanseníase? Como a doença é transmitida? Como se prevenir? Como identificar os seus sintomas e, o mais importante, como realizar o tratamento? Todas essas perguntas serão respondidas nos dias 12 e 13 de julho, durante a ação da Carretinha da Saúde em Niterói, no bairro Cafubá. De 9h às 15h, médicos voluntários estarão atendendo na unidade móvel para diagnóstico da hanseníase, que estará localizada na praça do Posto do Médico de Família de Cafubá.

A ação, realizada pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), vai promover o diagnóstico imediato da doença e encaminhar os pacientes ao tratamento. Além disso, em linguagem lúdica, por meio de uma peça de teatro, vai difundir informações a favor da saúde e contra o preconceito nas escolas da região.

A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito, está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e a administração dos medicamentos interrompe a transmissão da doença em 48 horas. Neste cenário, o Brasil teria todas as condições para eliminar a hanseníase. No entanto, o país segue ocupando o primeiro lugar no ranking mundial de prevalência da doença – somente em 2011, 30 mil novos casos foram identificados em todo o território nacional, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde.

Diante deste quadro, o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio, ressalta que a informação é a melhor estratégia para reduzir a incidência da hanseníase na população brasileira e combater o preconceito que ainda envolve a doença. “Apesar de a hanseníase ter elevados índices de cura, o Brasil ainda é o primeiro país no ranking mundial de prevalência da doença. Esta triste realidade é fortemente influenciada pelo preconceito, que afasta pacientes do diagnóstico e das unidades de saúde. Por isso, a informação é o melhor remédio”, avalia.

Além do diagnóstico da hanseníase e da difusão de informações sobre a doença, a ação realiza atividades lúdicas para a promoção da saúde e da cidadania, como apresentações de teatro, sempre com ênfase no combate ao preconceito. Para Artur, a articulação entre saúde e cidadania é o diferencial da Carretinha da Saúde. “Não basta prevenir, diagnosticar e tratar a doença. É preciso cuidar das pessoas e, para isso, é urgente eliminar o preconceito que persiste contra os pacientes”, considera o coordenador nacional do Morhan.

Unidade móvel equipada com três ambulatórios e palco para realização de atividades lúdicas, a Carretinha da Saúde vem contribuindo para a promoção da saúde e da cidadania em todo o Estado do Rio de Janeiro. Em 2012, o projeto – que é fruto de uma parceria do Morhan com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Secretarias Municipais de Saúde, através do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS RJ) e da ONG RIOSOLIDÁRIO – recebeu o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil (ODM Brasil), concedido a iniciativas que contribuem para o cumprimento, até 2015, dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Sobre a hanseníase


O que é hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae e pode ser paucibacilar (PB) – quando o paciente apresenta de uma a cinco manchas pelo corpo – ou multibacilar (MB) – quando são encontradas mais de cinco manchas. Quando são paucibacilares, os pacientes não transmitem a doença. Os multibacilares sem tratamento, porém, podem transmitir o bacilo através das secreções nasais ou saliva. Pacientes em tratamento regular e pessoas que já receberam alta não transmitem a doença. O período de incubação, da infecção à manifestação da doença, tem duração média de três anos e a evolução do quadro clínico depende do sistema imunológico do paciente. Por essa característica, a hanseníase é mais comum em populações de baixa renda, desprovidas de condições adequadas de moradia, trabalho e transporte que tendem a contribuir para a disseminação do bacilo da doença para um número maior de pessoas. 


Sintomas
Manchas brancas ou avermelhadas sem sensibilidade para frio, calor, dor e tato; Sensação de formigamento, dormência ou fisgadas; Aparecimento de caroços e placas pelo corpo; Dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; Diminuição da força muscular.


Diagnóstico

A identificação da doença é essencialmente clínica, feita a partir da observação da pele, de nervos periféricos e da história epidemiológica. Excepcionalmente são necessários exames laboratoriais complementares, como a baciloscopia ou biópsia cutânea.


Tratamento

A hanseníase tem cura e quando tratada em fase inicial não causa deformidades. O tratamento, denominado poliquimioterapia (PQT), é gratuito, administrado via oral e está disponível em unidades públicas de saúde de todo o Brasil. Para pacientes que apresentam a forma paucibacilar (PB) da doença, a duração do tratamento é de seis meses e para os que apresentam a forma multibacilar (MB), o tratamento dura um ano. Concluído o tratamento com regularidade, o paciente recebe alta e é considerado curado.

Hanseníase no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, 30 mil novos casos de hanseníase foram identificados no país em 2011 – o que significa uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Entre menores de 15 anos a redução foi de 11%. Apesar do avanço, a eliminação da hanseníase ainda é um desafio à saúde pública brasileira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o coeficiente de prevalência da doença corresponda a menos de dez casos por cada 100 mil habitantes – em 2011, o Brasil registrou ocoeficiente de 17,65 casos novos por 100 mil habitantes.

Dados do Ministério da Saúde sobre hanseníase: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/indi_operacionais_epimieologicos_hans_br_2011.pdf

SERVIÇO

CARRETINHA DA SAÚDE EM NITERÓI

Ação promove diagnóstico imediato da hanseníase, encaminhamento de pacientes ao tratamento e atividades de educação em saúde

Data: Sexta e sábado, 12 de 13 de julho, de 9h às 15h

Local: Praça do Posto do Médico de Família de Cafubá, Niterói

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