Morhan Nacional:

A Situação da Hanseníase no Brasil A hanseníase apresenta tendência de redução de casos no Brasil nos últimos anos. Foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan em 2006,43.652 casos novos e, conforme dados parciais, 36.718 em 2009, tendo uma redução em número de casos nesse período de 15,8%. A doença também acompanha essa tendência na população menor de 15 anos, tendo sido notificados 3.444 casos novos em 2006 e2.617 em 2009, representando uma redução de 24% no número de casos. Apesar da tendência na redução de casos novos, as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste ainda se mantêm em patamares muito altos. Essas regiões concentram a maioria dos casos. Estudo realizado em 2008 selecionou as 10 áreas com maior risco de adoecer de hanseníase no país, onde estão 53,5% dos casos novos notificados de 2005 a 2007, contemplando 1.173 municípios e 17,5% da população brasileira. Dados parciais dos casos novos de 2009 indicam que 55% dos casos são em homens; que 57% são casos multibacilares, ou seja, as formas mais graves; que 7,2% dosdiagnosticados apresentaram deformidades representado pelo grau 2 de incapacidade física e que 34% são analfabetos ou possuem até o 4º. ano de estudo incompleto. Esses dados apresentam o perfil da doença no país e seu entendimento é fundamental para o desenvolvimento de ações estratégicas que contribuam para melhorar a atenção integral às pessoas atingidas pela hanseníase e o fortalecimento das parcerias intra eintersetoriais com organizações governamentais e não governamentais. O controle da hanseníase é baseado no diagnóstico precoce, tratamento e a cura. A descentralização das ações é uma das estratégias para o controle da hanseníase e visa facilitar o acesso do paciente ao tratamento nas unidades de saúde mais próxima a sua moradia. Em abril de 2010, das unidades de saúde com pacientes de hanseníase em tratamento, 90,3% eram da atenção primária. O Ministério da Saúde tem dado atenção especial às ações voltadas para os casos emmenores de 15 anos, com a expansão do acesso às oportunidades de diagnóstico,tratamento e vigilância. A intensificação das ações de controle da hanseníase está relacionada ao comprometimento dos profissionais de saúde, da vontade política dos gestores nas três esferas de governo e da mobilização da população. A estratégia prioritária adotada pela Coordenação Geral do Programa Nacional deControle da Hanseníase é o acompanhamento e assessoramento aos estados mais endêmicos fortalecendo a gestão descentralizada: na atenção integral às pessoasatingidas pela hanseníase, na vigilância epidemiológica, na capacitação dos profissionaisde saúde, no apoio a pesquisas e ações de mobilização social. Deve-se ressaltar que contribui para a detecção de casos no Brasil, o grande investimentona descentralização das ações de controle da hanseníase, com destaque à vigilância epidemiológica e fortalecimento do Sistema de Informação, implantado em todo o país. Outra área prioritária para o Ministério da Saúde é a atenção integral e humanizada para as pessoas atingidas pela hanseníase. Além disso, o Ministério da Saúde tem desenvolvido articulações ampliando as parcerias governamentais e não governamentaispara o controle da hanseníase, destacando-se o desenvolvimento de campanhasinformativas e educativas e de capacitações para profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e conselheiros estaduais e municipais de saúde. Outra ação é a ampliação do conhecimento em hanseníase junto às categoriasprofissionais de saúde e pesquisadores, por meio das parcerias com universidades, entidades científicas e de classe como a Sociedade Brasileira de Dermatologia, Pediatria, H
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