Morhan Nacional:

Em entrevista ao blog do assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde Beto Fernandes, Faustino Pinto, coordenador do MORHAN Juazeiro do Norte (CE),  refutou informação de setores da mídia informando que havia uma “explosão” da doença no local. Confira a entrevista na íntegra: ASCOM SAUDE: “Explosão da hanseníase”! Esse tipo de frase, esse tipo de afirmação procede em Juazeiro do Norte? FAUSTINO PINTO: Eu vou te falar uma coisa. Eu fico até feliz com essa frase “explosão” porque há mais de dez anos que Juazeiro não tem um movimento como esse já que estamos trabalhando desde o ano passado a questão de hanseníase. Não se falou tanto em hanseníase como nesse período em Juazeiro. Para a gente é importante essa questão do caminhão estar aqui junto com a administração pública, fazendo esse trabalho de forma voluntária para comunidade e aumentando esses números. Isso não é uma coisa ruim. Esses casos já existiam de algum tempo. A hanseníase é uma doença com o mais longo período de incubação que demora de seis meses a cinco anos e estas pessoas já estavam doentes há muito tempo. Não é de agora, não foi por ingerência ou incompetência da administração. Esses casos já existiam. Como a gente começou a fazer esse trabalho junto com a administração desde o ano passado esses casos então apareceram. Houve esse aumento também porque esse caminhão é atrativo. As pessoas adoram chegar a um local onde são bem recebidos, climatizado, com pessoas trabalhando voluntariamente. Os médicos são do Juazeiro, nós não trouxemos médicos de fora. Eles estão aqui sem deixar os PSF’s desassistidos. AS: Existem preconceitos para quem tem hanseníase. O que você tem a dizer sobre o fato de muitos ainda denominarem a doença de lepra? FP: Fico triste, muito triste como um dos maiores parceiros do MORHAN há mais de 16 anos em Juazeiro, como a imprensa, que sabe do nosso trabalho incansável de falar para as pessoas que essa história de lepra é coisa do passado, que a doença tem um nome, é a hanseníase e que hoje as pessoas não aceitam esse nome, assim como os movimentos nacionais e internacionais que proíbem o termo lepra como significado de doença. É triste ver esse termo pejorativo sendo veiculado na imprensa. As pessoas usam esse termo muitas vezes para ‘xingar’ outros, para diminuir, para discriminar. É triste prá gente, ver alguns órgãos da imprensa, alguns elementos da imprensa querer abordar essa questão da lepra, desta coisa antiga que amedronta as pessoas e comparar com a doença hanseníase, que tem um diagnóstico fácil e precoc
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