Morhan Nacional:

Manaus - Começou hoje (14) a campanha Manaus Sem Chamas, realizada pelo Programa Municipal de Eliminação da Hanseníase (PMEH). O Brasil havia se comprometido com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a reduzir os casos de hanseníase a menos de um doente para cada 10 mil habitantes – meta que deveria ter sido atingida no ano passado, quando esse índice nacional ficou em 1,47 por cada 10 mil habitantes. A região Norte concentra cerca de 65% dos casos da doença no país. Em Manaus, em 2005, havia 2,30 doentes para cada 10 mil moradores. Em termos absolutos, foram 415 casos diagnosticados e notificados. “Este ano, até julho, foram 200 novos registros”, informou a coordenadora do programa, Evenilda Braga. “A meta de alguns estados com a OMS é diferenciada. O Amazonas, por exemplo, tem até 2009 para chegar a menos de um caso por cada 10 mil habitantes. Eu acredito que é possível atingir esse objetivo. Na capital, a cada ano, a gente reduz um pouco o número de casos (em 2004, eram 3,01 doentes por cada 10 mil habitantes)”, disse. A hanseníase é uma doença causada pelo bacilo de hansen, transmissível de uma pessoa para outra por meio da respiração, da tosse e do espirro. Ela atinge homens e mulheres de todas as idades. “Se o tratamento começa logo, a hanseníase não causa deformidades”, esclareceu a coordenadora. “Esse diagnóstico é simples, não depende de exames sofisticados, pode ser feito em qualquer unidade municipal de saúde”. A médica disse que os primeiros sinais da doença são áreas adormecidas na pele. “Não precisa ser uma região totalmente dormente, basta que uma parte da pele tenha a sensibilidade diminuída para existir a suspeita de contágio”, esclareceu. “Pode ser uma região com ou sem manchas”. Ainda de acordo com a médica, o tratamento da hanseníase demora seis meses para os casos diagnosticados precocemente e um ano para aqueles em estágio mais avançado. “O remédio é distribuído de graça nos postos de saúde. A primeira dose já mata 90,9% dos bacilos; a pessoa deixa de transmitir a doença. Mas é importante que ela siga o tratamento até o fim, para ficar completamente curada”, afirmou. Da Agência Brasil
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