Hanseníase - Tratamento
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No início da década de 80, a Organização Mundial de Saúde recomendou a introdução da POLIQUIMIOTERAPIA (PQT) para o tratamento de 100% dos pacientes em todo o mundo, por meio da associação de drogas que propicia maior eficácia, maior rapidez e menor risco de resistência ao medicamento. Nos últimos dez anos, foram curados mais de 12 milhões de pacientes em todo o mundo, e mais de 300.000 brasileiros.

Diagnóstico de hanseníase

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica médica e por vezes do profissional que avalia a condição dos nervos periféricos com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Essas avaliações são sempre mais importantes que qualquer exame de laboratório. Porém a baciloscopia (coleta de linfa dos lóbulos dos ouvidos, cotovelo e por vezes também dos joelhos) e a biópsia (retirada de um pedaço de pele com mancha ou lesão) podem ser solicitados para colaborar com o diagnóstico. Quando o diagnóstico é feito na fase inicial da doença e tratada com PQT, a hanseníase não evolui com deformidades. Quando diagnosticada tardiamente ou tratada inadequadamente, a hanseníase gera incapacidades físicas e deformidades devido ao comprometimento dos troncos nervosos, principalmente em membros superiores, inferiores e face, com comprometimento de mãos, pés e olhos.

Tipos de hanseníase e tratamento

A hanseníase apresenta-se basicamente, de duas formas. É importante ressaltar que os casos contagiosos deixam de ser transmissíveis quando o tratamento é iniciado.


Paucibacilar PB (com poucos bacilos – forma não contagiosa)
É o tratamento mais rápido, são seis (06) doses mensais de remédios em até 9 meses, além da ingestão de um comprimido diário, e alta por cura.

Medicamentos/dosagem – Esquema PB:

Rifampicina: 01 dose mensal de 600mg (02 cápsulas de 300mg), com administração supervisionada;
Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária auto administrada.


Multibacilar MB (com muitos bacilos –
forma contagiosa)
Para o para a forma MB, o tratamento consiste em doze (12) doses mensais de remédios em até 18 meses e alta por cura. Além da ingestão de um comprimido diário.

Medicamentos/dosagem – Esquema MB:

Rifampicina: uma dose mensal de 600mg (2 cápsulas de 300mg), com administração supervisionada;
Clofazimina: uma dose mensal de 300mg (3 cápsulas de 100mg), com administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto administrada;
Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária auto administrada.



Existem outros esquemas alternativos que o médico poderá adotar de acordo com cada caso.

Onde se tratar de hanseníase

O tratamento é gratuito* e ambulatorial, não necessitando de internação hospitalar, exceto em caso de complicações. Os medicamentos são fornecidos pelos diversos locais autorizados (unidades sanitárias, centros de referência, hospitais escola).

Intercorrências/reações durante o tratamento

Qualquer doente de hanseníase, mesmo em tratamento, pode apresentar reações, caroços vermelhos com febre alta, dor nos nervos e outras manifestações. Todos esses casos devem ser encaminhados ao médico, porque existem outros medicamentos para controlar reações (prednisona e talidomida). Além do médico o paciente deverá ser consultado pelo profissional responsável pela prevenção de incapacidades para avaliar a condição dos nervos periféricos, seguir as suas orientações, evitando assim complicações e deformidades futuras.

Os doentes em tratamento podem continuar suas atividades normais, Devem conviver normalmente com sua família, seus colegas de trabalho e amigos, enfim permanecer na sociedade sem nenhuma restrição, no caso de dificuldades no convívio social, os usuários deverão ser acompanhados pelo profissional responsável fornecendo-lhes apoio e conforto para suas dificuldades psíquicas e sociais.

A cura da hanseníase

O tratamento será 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim tanto pelo cliente como pela equipe de saúde. A cura depende apenas em tomar a medicação todos os dias e o comparecimento periódico às Unidades de Saúde em que o usuário se cadastrou. O importante é que o doente não abandone o tratamento até completar as doses, ser avaliado e liberado pela equipe de saúde. O abandono pode implicar na recorrência da hanseníase.

HANSENÍASE TEM CURA E TRATAMENTO GRATUITO*!


* Nenhum serviço público é gratuito na verdade. A saúde e a educação pública são frutos da alocação de recursos financeiros do orçamento federal, advindos da arrecadação de impostos. Fiscalize a aplicação desses recursos, exija serviços de qualidade e humanizados. Usufruir é nosso direito, contribuir é o nosso dever!